quarta-feira, 18 de novembro de 2009

IMPERDÍVEL!!!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

And The Rocks Keep Rolling...

Feira do Livro acabando, uma novo espetáculo teatral estreando... A vida se constrói assim: um ato após o outro. E, conforme as pedras vão rolando, vamos aprendendo com eles. Conservamos o que deu certo, deixamos para trás os erros e seguimos em frente, sempre com a faca na bota e o bom humor estampado na cara. Com o tempo, passamos a lapidar as pedras da vida e transformá-las em diamantes. Quem vive de arte possui essa fantástica capacidade de se renovar a cada instante, de se reinventar, de se reescrever.

Por isso, visite a 55ª Feira do Livro de Porto Alegre que está quase acabando e sintam-se todos convidados a assistir a estreia de "A Aurora da Minha Vida", no dia 25 de novembro, 20h, no Teatro de Câmara Túlio Piva, com entrada franca, integrando o projeto Novas Caras da Secretaria Municipal de Cultura.

E as pedras seguem rolando...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O Avarento



Que dizer de um espetáculo belíssimo, com atores maravilhosos, figurinos deslumbrantes, direção precisa e texto supremo? Nada! Diria que a montagem de O Avarento, em cartaz no Teatro de Câmara Túlio Piva, de 14/08 a 06/09 (sextas e sábados, 21h e domingos 20h) está no limiar da perfeição. Se não chega à perfeição é porque leva em conta aquele ditado que diz: "Se melhorar, estraga!". No teatro, nunca um espetáculo é igual ao outro, pois a reação do público influencia diretamente na execução da peça, contribuindo (ou não) para seu andamento. Portanto, se o espetáculo de Gilberto Fonseca em questão fosse perfeito, se tornaria chato.

No entanto, o que se vê no palco é o resultado merecido de dois anos de trabalho e pesquisa sobre esse maravilhoso texto de Molière. Além disso, vê-se com clareza que o patrocínio da Petrobrás, conquistado através de premiação da FUNARTE foi devidamente investido, fazendo com que esse dinheiro retorne em espetáculos de altíssima qualidade, enriquecendo a cultura do Brasil.

Gilberto Fonseca e o Grupo Farsa claramente fazem as suas próprias (e respeitosíssimas) interpretações da obra de Molière, dando um sopro de atualidade que aproxima o texto do espectador. Texto aqui num sentido mais geral, significando tudo aquilo que está entre o artista e o público no momento da representação. A história, os quiproquós, os personagens, entre outros aspectos "textuais" da montagem foram tão aprofundados que alcançam o público de forma certeira, tornando popular uma linguagem rebuscada como a de Molière. E tudo isso é claramente apresentado ao público através da mais que competente direção de Gilberto Fonseca, mostrando que sabe muito bem como dominar os mecanismos de uma boa mise-en-scène.

Destaco o recurso do teatro musical usado para intensificar a dramaticidade de algumas cenas, sem deixar que caia no melodrama, mantendo coerente a linguagem do espetáculo. Esse recurso foi bem utilizado na medida em que dá a dose certa de "dramalhão" que a peça precisa. Percebe-se, na direção de Gilberto Fonseca, que ele deixa o espetáculo no nível exato em que ele quer, nem mais, nem menos. No entanto, acredito que não faria mal ao espetáculo mais momentos como esses.

Outro recurso que chama a atenção em O Avarento é o fato de os atores estarem sempre em cena, ressaltando o ofício do ator, desfazendo a ilusão do personagem propositadamente, aumentando, dessa forma, o reconhecimento do trabalho deste grande elenco. Pode-se ver claramente a alteração do tônus corporal dos atores quando entram no tapete central ou saem dele. Inspirado no teatro de Peter Brook, esse recurso traz de volta o sentido ritualístico do teatro, de um acordo que se estabelece com a plateia. E o acordo que o Grupo Farsa faz com seu público é: "Vamos nos divertir!"

Quanto aos atores, só o que tenho a dizer é que sinto-me profundamente orgulhoso por ter como colegas de profissão esse elenco de peso. Ariane Guerra, Daiane Oliveira, Elison Couto, João Pedro Madureira, Lucas Krug, Lúcinha Bendati, Marcos Chaves e Zé Mário Storino (assim classificados em ordem alfabética, pois não saberia colocá-los em ordem de importância) formam um elenco extremamente coeso e afinado (inclusive musicalmente), mostrando um alto poder de concentração e contracenação. A facilidade para cair no caricato que o texto proporciona não pegou o elenco de forma alguma. Os personagens são profundos ao mesmo tempo em que são risíveis, mostrando que essa contradição, na prática, não existe.

Acrescentando-se a tudo o que foi dito, tem-se os belíssimos figurinos de Daniel Lion, a certeira trilha sonora de Marcos Chaves e o cenário lindo e eficiente de Gilberto Fonseca e Lucas Krug, que dispensariam os versos da música de abertura e final da peça: "Gostando da nossa peça, aplaudam no final!"

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Workshop Broadway


Nesse final de semana, fiquei conhecendo a técnica do maravilhoso Bob Fosse em um workshop sobre musicais da Broadway. A experiência foi transformadora. Além de divertido, cantar e dançar ao mesmo tempo é um desafio para qualquer ser humano. Com a presença de Cíntia Ferrer, Gisele de Santi e Patrícia Soso, o workshop trabalhou técnicas de dança no estilo Bob Fosse (coreógrafo de grandes musicais como All That Jazz, Sweet Charity, The Pajama Game, entre outros), bem como a técnica de canto revolucionária chamada Speech Level Singing, desenvolvida por Seth Riggs. Além disso, o grupo também nos passou um pouco da sua pesquisa em torno de exercícios teatrais voltados para o teatro musical. É a sensação que já pegou em São Paulo e agora está sendo encabeçada pelo Grupo Goela na capital gaúcha. Essa galera vai dar o que falar...


Acima, Bob Fosse. Abaixo, Seth Riggs. Por trás de tudo: Cíntia Ferrer, Gisele de Santi e Patrícia Soso.


Crepúsculo


Pode ser mais uma série ultra-comercial como Harry Potter ou O Senhor dos Anéis, mas eu adorei o filme e estou lendo o livro. Espero ansioso pela continuação Lua Nova, bem como quero ler toda a série, como todo bom fã!!! Sempre gostei de histórias sobre vampiros, é um dos mitos que mais me atrai. Há os vampiros bestiais de Drink no Inferno e 30 Dias de Noite, assim como os sedutores de Entrevista com o Vampiro e O Drácula de Bram Stoker. Acho que esse filme, seria mais próximo dos seriados Buffy, a Caça Vampiros e Angel, que mistura um romance entre jovens e o cruel, porém sedutor fado de ser imortal. Monstruosamente imortal...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Por toda minha vida...

"Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar

E cada verso meu será
Prá te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida

Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou

Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida"

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Experimento Nelson II


Está em cartaz, desde o início do mês, o espetáculo Experimento Nelson II, no projeto Teatro, Pesquisa e Extensão da UFRGS. O espetáculo é composto por trechos das peças Dorotéia, Vestido de Noiva e Beijo No Asfalto, de Nelson Rodrigues, e é resultado da disciplina de Atuação II e feito por alunos do Departamento de Arte Dramática, no segundo semestre de 2008, que agora volta em cartaz como um espetáculo teatral aberto ao público, na Sala Qorpo Santo, sempre as quartas-feiras, em duas sessões, 12h30min e 19h30min, com entrada franca.

Pois bem, eu fui convidado pelo grupo para fazer uma substituição no trecho Beijo No Asfalto, já que um dos atores não poderia realizar a temporada. Confesso que, quando decidi fazer teatro, tinha dois sonhos: o de interpretar Nelson Rodrigues e William Shakespeare. Um desses sonhos já está sendo realizado. Shakespeare são outros quinhentos; mas, quem sabe daqui a alguns anos? Afinal, fui receber esse convite para fazer Nelson depois de formado...

Fiquei com um dos personagens mais difíceis de Nelson Rodrigues: o Arandir. Jovem recém-casado, mas com atitudes ambíguas, Arandir acaba ficando tão atormentado com as fofocas e calúnias em torno do ato que cometeu que nem ele próprio sabe o que realmente fez. Além disso, as peças do dramaturgo já são muito difíceis de se realizar. Seus textos possuem uma densidade muito grande, combinada com a complexidade de seus personagens. E o curioso é que muitos cursos de formação de atores, ou mesmo oficinas de montagem, ministrada para uma maioria de iniciantes na arte teatral, utilize os textos do célebre dramaturgo carioca para exercitar os alunos no palco. Obviamente, penso que o ator está em constante formação, ou seja, sempre tem algo para aprender a cada trabalho novo que realiza. E, senti isso na pele ao interpretar Arandir, de Beijo No Asfalto.

Por estar substituindo um dos atores originais da cena, não tive a oportunidade de pesquisar nem mesmo o mínimo para fazer o espetáculo e dar a ele a carga dramática necessária, como os outros atores tiveram, visto que, para eles, foi um exercício realizado durante um semestre inteiro. No palco, estava me sentindo estranho: não tinha o que buscar corporalmente do personagem, pois não tinha sequer pesquisado qualquer coisa que pudesse retomar nas apresentações. Havia apenas decorado o texto e criado algumas marcações interessantes, mas o conteúdo da interpretação estava (e ainda está) muito frágil. Minha atuação está calcada nas ações que o personagem realiza durante a cena, mas queria, de qualquer forma, buscar um estado psico-físico coerente com o meu entendimento sobre o personagem.

Na última apresentação, antes do início do espetáculo, comecei um processo intenso de concentração. Acabei realizando minha pesquisa nos bastidores da Sala Qorpo Santo, testando movimentos e entonações que fizessem sentido para mim e pudesse dar uma veracidade maior para o personagem. E o espetáculo fluiu bem. Senti-me mais verdadeiro e competente no palco. Para mim, um ator formado, era quase uma “questão de honra”, ser, ao menos, eficiente em cena e mostrar algo interessante ao público. Ao final, conversando com a iluminadora do espetáculo e também colega de formatura e amiga, Mariana Terra, ela me disse algo que fez muito sentido e que ainda não havia me dado conta.
Ela me disse primeiramente que eu estava sendo exigente demais com meu trabalho. Falou também que havia lido uma biografia do saudoso mestre Paulo Autran na qual ele comenta sobre a técnica básica do ator. Após alguns anos de experiência, o ator não precisa fazer muito para ser bom em cena. Ele já possui de antemão, através do treinamento que recebeu ao longo da carreira artística, competências construídas que o tornam eficiente no palco, em qualquer situação, mesmo que o personagem ainda não esteja suficientemente definido, entre outras coisas. Não quero, é lógico, comparar-me a Paulo Autran, mas a própria Mariana me disse que é notória, no palco, a diferença entre um ator iniciante e um ator com experiência. E isso se vê em mim: por mais que não houvesse pesquisado o personagem, ou ainda não tivesse dado toda a carga dramática necessária para um texto de Nelson, era visto que meu trabalho é eficiente, por causa da técnica que construí ao longo dos meus 5 anos de carreira.

Bem, esse espetáculo está sendo um grande aprendizado para mim, pois estou tendo de, em pouco tempo, construir um personagem profundo e complexo como Arandir, trabalhando com pessoas que nunca havia tido a oportunidade de contracenar. Logicamente, a presença da técnica básica para uma atuação eficiente, não me tira a responsabilidade com o público teatral de continuar pesquisando até o final da temporada e aprimorar cada vez mais o meu trabalho. Fica, então, o convite:
Experimento Nelson II

Todas as Quartas de Junho
12h30min e 19h30min
Sala Qorpo Santo (Campus Central UFRGS)
Entrada Franca!!!